1. natureza

    flora

     

    A natureza e orientação do relevo, as variações de altitude e as influências atlântica, mediterrânica e continental traduzem-se na variedade e riqueza da vegetação: matos, carvalhais, medronheiros, azevinhos e pinhais, bosques de bétula ou vidoeiro, abundante vegetação bordejando as linhas de água, campos de cultivo e pastagens.

    Os bosques podem ser divididos em dois tipos distintos: o bosque de carvalho alvarinho e o bosque de carvalho-negral. O primeiro ocorre em baixas altitudes, em vales quentes e abrigados. Aqui, para além do carvalho alvarinho, encontram-se a gilbardeira, o medronheiro e o azereiro, entre outros. O bosque de carvalho-negral localiza-se em maiores altitudes, entre os 1.200 metros e os 1.400 metros, no chamado piso de montanha. Aqui, para além do carvalho-negral, podem encontrar-se o mirtilo, o azevinho, o vidoeiro, o teixo e o pinheiro. Acima dos 1.400 metros subsistem o zimbro e os arbustos rasteiros.

    fauna

     

    Quanto à fauna, a área do parque é notável pela quantidade e diversidade dos animais, dignos de interesse, que nela se podem encontrar, tendo sido recenseadas 226 espécies de vertebrados protegidas pela Convenção de Berna, das quais 65 pertencem à lista de espécies ameaçadas do Livro Vermelho de Portugal.

    O isolamento das zonas serranas mais altas e as condições favoráveis do meio permitiram que se mantivessem espécies raras e únicas no mundo, como é o caso dos garranos selvagens, o javali, a raposa, o texugo, a lontra, o gato-bravo, a fuinha, o musaranho-dos-dentes-vermelho, a marta e o esquilo. Algumas espécies têm vindo a desaparecer, como é o caso do lobo. 

    No Parque do Gerês existe também uma comunidade de morcegos que conta com oito espécies, das quais a mais importante, em termos de conservação, é o morcego-arborícola-pequeno. Por outro lado, o boi barrosão e a vaca cachena são outros animais típicos desta zona. A cachena é um animal de pequena estatura - o mais pequeno dos bovinos portugueses e um dos mais pequenos do mundo - e encontra-se apenas em algumas zonas serranas. Também é conhecida por cabreira, devida à sua grande mobilidade na serra. É um animal de trabalho, que tem vindo a desaparecer à medida que a agricultura de subsistência e as tarefas agrícolas se reduzem. O boi barrosão é natural das áreas planálticas, sendo um animal de maior porte, com boa capacidade de trabalho e também boa qualidade da carne. Existe também o burro, que, é ainda considerado um bom animal de trabalho.

    Ainda se pode ver o milhafre-real, a águia-de-asa-redonda, o falcão, o bufo-real, a coruja-do-mato, o mocho-de-orelhas-pequenas e a águia-real, em elevado risco de extinção. De répteis destacam-se a cobra-d’água, o lagarto d’água e a salamandra-lusitânica. A víbora está ainda bem representada no parque, e é uma espécie endémica do Norte da Península Ibérica e a apenas existe em Portugal na zona do Parque Nacional da Peneda-Gerês.

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